(Source: catsbeaversandducks, via scilamarques)

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É setembro outra vez,

É o meu mês preferido, tem comemorações, tem primavera. E neste ano, tem adeus.
Toda a nostalgia veio a tona, eu pude ver o aprendizado e mudanças de uma década. A minha década.
15 a 25. E tudo mudou radicalmente de lugar. Mas como a linha desenhada em minha mão, o futuro já era previsto.

O menino de cabelos jogados mostrou como o desenho faria diferença, e como eu poderia me concentrar em ser apenas quem sou. Assim, pude ouvir calmamente, deixando fluir como águas cristalinas em riachos rasos.
Um vai, um vem, um vai, um vem, e ele riscou a minha mão formando a letra mais provável de todas. - Ah, mas será? - bem, eu só posso seguir.
E então o menino a fechou sorrindo.
Dentre os anos, tudo aconteceu, eu tive momentos extremamente marcantes, injúrias de tempos que não passavam, esgotamento em quartos desconhecidos e solidão.
- mas se ele disse que volta, por que então me desesperar? -
Abri as portas e janelas, valorizei a brisa. As estrelas e a lua se mantiveram a me guiar. E toda vez que sentia o vento, o seguia para não me atrapalhar com o cabelo.
Os significados então fizeram sentido, e o meu valor esteve plantado atrás da entrada. Ela se foi.
Restava-me lembrar dele outra vez.
- voltará! -
A segurança acabara de tomar qualquer circunstância, e talvez o interior. Era ego, era concentração.
Depois de um oceano em lágrimas.
Daquela vez o tempo foi maior, um buraco negro, e em minha mão, o risco mais comprido. Era o tempo. Era a saudades. O preço.
O saber.

Novo objetivo, novo setembro, já era 2010. Já chegara 2011.
Outros meios, pessoas e lugares.
E nunca o esquecimento dela. Era o acaso.
Momentos novos foram postos a mim como desafios. Lágrimas derramadas em loiros fios. E nada da dor passar. Tentativas e mais.
Cobriu então o punho.
- Vai, vai, vai. - ele dizia? Não, eu escutava.
Embora ele se mantivesse ao redor, eu não o sentia como hoje, e sinto por te-lo perdido assim.

Dentre o domingo que se passa, a quinta que chega, o aceno do pai da moça, a nostalgia me cerca.

É setembro. E eu havia desistido dela, para então me apaixonar por mim, sim, mais.
Entretanto, nunca mais daquela maneira, por alguém. Até hoje.
Antes 2012. E a persistência. Finalmente a mudança. E eu pude me apaixonar completamente. Sem dúvidas.
Mas não era o momento para correspondências.
Então mais uma decepção, a primeira depois de tanta conversa ilusória. Ou não. Da cabeça entendem os loucos que o tem.

O ano perdido.

E o seguinte Ímpar e querido.
- vem vem vem - lembrara dele.
E no principal dia, eu precisei dela mas ela estava nos braços daquela. Então, revidei com um sorriso no rosto.
Volta para a casa, encontrei-me em uma padaria onde costumávamos tomar café.
Coração carregado, mente limpa. Entre o abraço e o verde.
- volta e é o fim da linha. - penso que ele quis dizer isto ao me soltar.

Felicidades, formaturas e aniversários. Era abril, era setembro, era todas as coincidências que me cercaram, era novamente o acaso.
Era a importância sendo valorizada, era o medo deixado em 2005, era eu sendo eu.
Era o menino me fazendo falta, era somente quinta-feira, 01:56, setembro, onze.
Era o amor que tenho agora.
Era a madrugada. Era a vida seguindo seu ciclo.

É a minha paz, a paz dele.

Suelem Fernandes

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