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Desde que o tempo passe, mas passe para o lado de cá. Entre mais tempos que voltem e te tragam para me confortar. Em dias perturbados, em noites quentes, nem que seja só mais um pouco. Mas vem, pode ficar.

Quantas vezes foram ditas, e todas elas escritas. Para que fomos tentar, para que deveríamos gostar? Desde que isto mudou, a mudança tem sido plena. Entre mais adentro, a porta não irá se fechar. Cá perto de mim, um abraço e um apertão. Seria perigoso, seria insano, mas quem disse que não foi não?

Tantos os abraços e ninguém se machucou, a não ser de saudades que em toda ela você deixou. Alem de tudo isso, alem de meses mais, as comemorações não cessam, e os planos finalmente crescem. O medo ficou lá fora, mas demora a entrar. Que colchão é este? Jogado para o chão que nos acolherá.

Companherismo e sinceridade, nunca achei que fosse gostar tanto deste relacionamento. Vinte e um motivos, e mais uma montanha deles. Ela pediu para guardar no coração, e escutei e guardei ao pé do ouvido. Quem disse que não se faz maravilhas? Quem botou estas palavras aqui? Meus dedos tremem neste exato momento.

Por ultimo e então primeiro, verdade seja dita, a mãe ou talvez o pai, ou talvez nós mesmas; sejamos a razão de tanta coisa boa. Mas que perfeito seria se nossos planos se concretizassem, mas que perfeito seria se não demorasse. E primeiro, que o sentimento seja constante e incondicional. Bem vinda a nossa nova fase.

Dez.

Suelem Fernandes

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Das mais de 10 horas com você!

Hoje já é dia 10, do 10 que acaba de ser, ou já pode ser considerado velho, ano 10. Sem comemoração, por um dia qualquer. Mas quem disse que precisamos de motivos? Quem disse que as coisas combinam tanto que nos deixam felizes só por deixar? Ou não?
De motivos eu não sei, mas felicidade chegou chegando e combinou tanto que nem ligamos se era ou não de propósito.
O resultado dos risos só importava pois vinha de tudo de bom que ela me trouxe. Em primeira pessoa: eu.
Que talvez escreveste pouco mas sobre muito. Que sumiste, mas aparecesse.
E acabei largando a vida, e encontrando-me mais com ela. E me achando mais também. Ela me acha irritante, mas amável. Irrito mesmo, e cada vez mais, ela nota a mudança que existe em nós, para melhor. Crescemos. Desenvolvemos. Aparecemos. E todo mundo quer ter nosso riso. O abraço que vem longo e apertado, que vem com cafuné e cheirinho no pescoço. Que vem com paixão.
E movemos as montanhas, e queremos mais, e de liberdade. E de cumplicidade. Gente, que sinceridade é essa? Acreditas que eu já havia perdido as esperanças? Mas que mudem, e aproveitem.
Que os intactos se permitam tocar.
Que nós nos permitamos amar. Quer dizer; um pouco mais, ou talvez um monte. Ou eu acabarei esquecendo, mas por que mesmo lembrar?
Me namora outra vez? Eu pediria com certeza.
Mas quem era mesmo? O esquecimento não me deixava em paz. E depois me deixou em você.
Você que só me lembro sempre, e nunca irei esquecer. Confuso.
Mas assim, esquece o tempo, já é 10, pode ser mais 10… Seja quanto for, eu não deixarei de lembrar daquela sensação. A melhor doação de todos os tempos.
E eu estive só, aqui dentro, e em nenhum momento, me consegui me ver mais sem você.

Suelem Fernandes

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" O fim pode ser o começo de uma bela história… "
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De olhos bem (ou não) fechados.

Tive duas ou três vezes vontade de olhar para uma ou outra esquina sem notar. Não se pode prever o que vem de lá, não se pode ver o que está bloqueado. Os olhos se recusam, mas por distração sempre encontrarão motivos para se afastar.
Não se pode ver o que foi feito, mas as pessoas que estavam lá ditaram cada calçada rachada. E guias e ladeiras encontraram-se em asfalto ilusório.
Nem por iluminação, nem por bem (que bem?).
Não quis ver, então não sentiu.
Os contornos eram ciclos, e suas setas acabaram com uma formação inteira de pensamento. Parecia lógico. O sistema não suportava e mesmo depois de lâmpadas quebradas, poderia ver com olhos fechados. Não era nítido pelo cansaço não era escolhido pelo animo; entre a banalização de qualquer sozinho.
Sempre oculto, sempre falso.
E então, não importava para qual esquina olhasse, era sempre escuro.

Suelem Fernandes

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