Acabara de se lembrar do relacionamento, era como dias normais de chuva fraca, e depois de algumas horas, o sol nascia outra vez. Nem precisou deitar tua cabeça bem perto, e então já poderia sentir do cheiro de seu pescoço. Pássaros que pousavam por ali deixavam rastros de cantoria. Lembrou também do gosto do olhar, do toque do beijo, e nada fazia sentido. Era dentre o tempo perdido, e os meses corridos. Era sobre aquilo que elas sonhavam. As coisas acabaram de mudar, mas já estavam sendo perfeitas desde o começo. Oito. Eram oito esta noite. E lembrou também das tentativas erradas de se apaixonar. Rapidamente se recompôs. Ela a amava, e ao se lembrar de tal sintonia. Engatou em um ou dois carinhos distantes. Mensagem entregue. E ninguém precisaria se preocupar com o bom dia das onze. Lembrou-se dos cílios, ah! De enrolar os pelos do braço, de conchinha durante um sábado inteiro. Temia esquecer mais, e tentou se lembrar demais. Havia serenidade desta vez, e a pressão do amor era quase nula. Talvez inexistente. E manteve por vezes a sintonia de uma rotina pouco obtida. Então se lembrou da responsabilidade, de quanto se deve ao cativar alguém. E já eram duas, da manhã, mulheres. De um inteiro e calmo, descanso.
Boa (noite) vida!


Suelem Fernandes

The Women of Game of Thrones by Leann Hill

gameofthrones-fanart:

Women of WesterosDaenerys StormbornMargaery TyrellArya StarkBrienne of TarthCatelyn StarkAsha GreyjoySansa StarkEllaria SandShaeCersei LannisterMelisandre

Fantastic Game of Thrones Illustrations by Leann Hill

(via finhabastos)

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" Se você perde o sorriso de alguém, então você não tem nada. "
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Nem toda vez eu me lembro, até do esquecimento eu me livrei. Mas tem partes que grudam, e que por espaço e tempo, acabam com a alma em momentos. Mas voltando, ninguém disse que seria fácil, e acabou sendo frio. Em dias de palavras, voz baixa e vazia.
Já dizia a brisa forte, e também a fraca. Porque eu tinha, e também mantinha. Porém, não sabia.
E é toda vez que aparece, e a lembrança que escurece. Fecha os olhos. Eu tive que pensar antes, e ainda bem. E tiveram tantas vezes, que meus olhos acabaram de doer. Preciso e precisava dormir. Agora é ontem, e depois já não existirá. Todos os sonhos se opuseram, e quem acordar primeiro a terá.
Realidade, bem-vinda!

Suelem Fernandes

"Que que há em desmontar um quarto
Se vai montar em outro lugar
E a prateleira com teus livros
Outras paredes, outros vícios
Que que há em abandonar o barco 
Cê vai nadar em outro mar
E o teu corpo e teu destino
Um tanto alegre e tão bonito 
Que que há em começar do zero 
Cê vai fazer um outro lar
Tipo família margarina ou felicidade clandestina
A vai…
E tudo isso um dia vai passar…”

Felicidade Clandestina - Musa Hibrida 

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Olhos de ressaca, que nada!

Das tantas vezes, e foram muitas delas; então chegou a primeira, a diferente. Esteve falando sobre as estrelas, não, não estava. Estava falando sobre técnicas; fotográficas, sendo mais especifico. E a cada gesto, cada palavra, ela parecia disparar tua Iris e pupila, um vai e vem de pálpebras apressadas, cílios brilhantes, e às vezes um sorriso singelo. Parecia ter se distraído, mas entre outras vozes, alguém finalmente esteve encantado. Não era o melhor desempenho, nem detalhado como de costume, faltavam palavras, e ainda a correção. Mas ela se manteve lá, totalmente fixa e séria, debateu com uma ou duas perguntas, entrando em três ou quatro acordos. Até que ele, aquele sorriso, e em seguida seu barulho, quase que uma gargalhada, foi encarado – o que foi? – questionara. E por alguns segundos ela derramou tudo o que a faria brilhar. As palavras saltaram, surgiram de uma forma inesperada, algo que o coração já não contava mais. Aqueles olhos estavam embriagados de amor e o copo dela ainda estava cheio. Tomou-a por um abraço e em seguida, um beijo. Ganhara o olhar admirado, embriagado pela sensatez sob a paixão.


Suelem Fernandes

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(Source: pollylovesmuse, via jamielovesmuse)

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