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Um dia sob o cansaço, debaixo de milhões de segundos escoados a partir da chuva que não caiu. Os ventos foram enganosos, e só nos mantiveram perto do que não pretendíamos largar mais. Eu estive apaixonada naquela noite, mas o sol chegou cedo demais. E foram as estrelas que acabaram se apagando depois de tanta ventania. O dia seguinte ainda era fresco, na verdade, era muito frio. Você foi para longe, buscando um calor diferente em uma cama diferente. A manhã parecia preguiçosa, e o fato de ser mandona desmoronou quando também tive sono. – volte aqui, vamos dormir mais 10 minutinhos. – e nos atrasamos uns minutos mais. Já não era importante, a saudades bateu logo que você abriu a porta do meu carro. E bem ali, um pouco menos de um quilometro, eu sentia meu estomago esfriar. Arrepiei-me algumas vezes, e a hora não passou. Aquele dia, o tempo era menor, mas não cessava nenhuma ansiedade. Imagino eu, tentando na verdade, como seria este dia sem que pudesse te encontrar.
A tarde chegou, eu entrei mandando e brigando, você saiu com aquela cara que eu conheço mas finjo que não, e desconverso com beijos e abraços. Por fim na estrada, mãos dadas, abraços queridos e meus dedos frios que não paravam de fazer carinho. Estive presente, estivemos no passado, conversas e falácias. Nenhum dia seria melhor. Mas qualquer um com os olhinhos fechadinhos, ainda seria perfeito. Por fim um cinema sem, uma visita com, à volta pra casa também.
Ela quis os colchões no chão, e eu travei. Nunca gostei. Preguiça. E talvez o aperto do abraço fosse diferente. Eu aceitei. Todos a postos, um pulo ou dois. Ela escolheu o dela, e qualquer travesseiro, talvez todos eles. Eu me sentei, olhei em volta e gostei. Pronto, estava feito. Ninguém tinha feito. – deitaki – com um tom um tanto agudo e doce. – espera! – indaguei. Pensei e pensei, e me deitei ao contrario. Ela abraçava meus pés, mas era no meu ouvido que queria suspirar. E então se debruçou em mim, pedi por mais. E encantada olhei profundamente em teus olhos. Nunca estive tão admirada… – menina, você sabe das voltas do mundo? Você sabe que jamais poderia estar aqui – confuso. Mas quem poderia acreditar? – e ela rapidamente soltou: estou aqui, aqui, aqui e cutucava meus braçinhos.
Apaixonei-me pela segunda vez, ou talvez mais? Sim, perdi todas as contas… Que dia é hoje? E ainda a olhava, desta vez inspirada. Declarei, beijei e abracei. – nunca vá embora, fica, tenho algo, amo você. – e apertando, o sono chegou. Dormi em teus braços.
Noutro dia, ou no mesmo, a felicidade chegava as 05h45min da manhã, com frio e com mais sono ainda. Mostrava só o que já tínhamos visto, aquilo era de verdade, novo… Inimaginável, ainda mais para nós. E ainda sim, concreto e certo. Tive certeza, e torci pela próxima vez que fechasse os olhos, que em um piscar, você preenchesse meu quarto outra vez.

Suelem Fernandes

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